I Oficina de Introdução à Ficção Folclórica

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Primeira turma da Oficina de Ficção Folclórica do Colecionador de Sacis

Por Andriolli Costa

Ocorreu em Bauru/SP, entre os dias 24 e 27 de abril, a primeira edição da minha oficina de Introdução à Ficção Folclórica. Como toda estreia, a gente nunca tem certeza de como vai ser. Se haverá alunos, qual será o público e se o conteúdo estará a altura. Nos quatro dias que pudemos passar juntos, em encontros de 3 horas de aprendizado mútuo, pude perceber o quanto este início foi importante.

Entre os alunos, tivemos de garotos de 14 anos de idade, como o Mateus, a mestres da cultura popular como Tito Pereira, com 74 anos. Tito, inclusive, é presidente do Instituto Yauaretê, e junto com sua esposa Sandra Macedo trabalhou por anos pela cultura popular em Bauru. Com um público tão variado, eu não podia apenas falar, mas também ouvir. A aula se estendia, e nosso horário não comportou tanto assunto.

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A proposta era arrojada: precisamos primeiro falar de folclore. Apresentamos conceitos, discutimos exemplos, esclarecemos dúvidas. Distinguimos mito de lenda, lendas urbanas de boatos e memes. Depois começaram efetivamente os módulos: trabalhamos o folclore na literatura, no cinema e nos videogames. E ainda colocamos a mão na massa! Dinâmicas de escrita, pitch e produção integral de um micro-metragem.

O filme em questão foi a adaptação do conto A Chama e a Brisa, de Anderson Siqueira. O texto original falava em demônios. Como estávamos falando de folclore, despi a narrativa de demonização para trabalhar somente com o tema da vingança. A escolha do Anhangá como antagonista da história se deu também pelo fato de ter recebido de presente as ilustrações em nanquim de um cervo da amiga Liara Chamun.

A produção foi toda feita com material comprado em lojas de 1,99, tecidos grampeados e velas de led – uma vez que o Sesc não permitia acender velas nas áreas internas. Fiquei muito orgulhoso de todos os alunos, que trabalharam duro para finalizar o curta em apenas 3 horas.

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Ao final, perguntei aos alunos o que faltou. Com alegria, ouvi a resposta: tempo. “Não é questão de cortar, por que tudo é importante! Só… podia ter mais!”. Vou readequar os módulos para englobar este momento de conversa, sem precisar sacrificar conteúdo. Aos poucos vamos refinando.

Obrigado aos amigos Márcio Benjamin, Bruno Esposti e Ikarow que cederam material próprio para o material didático da oficina. Agradeço também ao Sesc Bauru pela oportunidade, e especialmente ao companheiro Bruno Muller que acreditou desde sempre na nossa proposta.

E é claro, um grande abraço a todos os alunos que abraçaram a ideia da oficina, que vieram de outras cidades, que saíram mais cedo do emprego. Vocês tornaram tudo muito especial. Há muito a se falar de folclore. Que venham as próximas!

Assista nosso micro-metragem

 

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