O canto da Iara – Sereismo revive mito ancestral no Brasil

Mais que moda, um estilo de vida, o sereismo ainda tem referências fundamentalmente europeias. No entanto nossas Iaras tem pouco a pouco ganhado espaço neste imaginário dominado por ninfas e sirenes. Em meio a tantas imagens possíveis, resta a dúvida: o que representa a escolha de ser sereia no mundo de hoje?

Por Andriolli Costa
Agradecimentos: Marina Borges, por me apresentar o sereismo.

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Ellen Sato comprou sua cauda em 2014. Desde então é conhecida como a Iara nos grupos de Sereismo

Ellen Sato tinha perto dos três anos de idade quando viu pela primeira vez uma sereia. Era uma pequena estátua, em frente a um quiosque de praia em Intanhaém, no litoral sul de São Paulo. Pouco restava, entretanto, da beleza mítica da criatura cantada nos épicos. O rosto da escultura, desfigurado pela ação dos vândalos, era quase inexistente. As cores da assim chamada Sereia Dourada, há muito já haviam abandonado sua vasta cabeleira. Faltava um dos seios à estátua, mas o outro, resiliente, permanecia exposto como que em desafio. Uma cauda curta e reta finalizava a castigada imagem. Ellen nunca havia ouvido falar em sereias até então, muito menos em seus poderes e sortilégios. Ainda assim, o encantamento aconteceu naquele dia. Para além de uma estátua depredada, Ellen sentiu algo mais. Algo que ela descreve como pura fascinação.

“Toda vez que eu ia para a praia eu precisava ver aquela estátua. Se eu não a visse, esperneava, chorava, berrava… Eu dizia: ‘mãe, eu quero ver aquela mulher. A mulher sem sutiã'”, lembra ela, deixando claro que não era apenas a cauda de peixe que lhe despertava a imaginação. “Eu era muito pequena, eu não tinha noção do que ela era. Mas toda vez que eu entrava no mar eu imaginava ser aquela figura”. Não demorou muito e a palavra sereia finalmente surgiu nas conversas com a família. Era um mundo que se abria.

Daquela primeira estátua, despessoalizada, sem cores ou rosto, vieram outras referências. Daryl Hannah, protagonista em Splash – Uma sereia em minha (1984),  foi uma das mais marcantes. Dizem inclusive que a própria Ariel, a pequena sereia da Disney (1989) – conhecida por seus longos cabelos vermelhos, só não foi retratada como loira na animação para se distanciar da imagem tão marcante de Hannah no cinema.

“Eu vi Splash e fiquei apaixonada! Então passamos na feira e comprei uma boneca que parecia com a do filme. Ela era loira e tinha roupa de sereia. Guardei por quase 10 anos”, recorda a jovem, que aos 22 anos de idade ainda teria o brinquedo se a mãe não o tivesse jogado fora, tão velho que estava. Aquela era sua boneca favorita. Elas nadavam juntas, tomavam banho juntas, iam para tudo quanto é canto. Ellen sonhava em ser uma sereia, como as do cinema ou dos brinquedos, mas alguma coisa ainda faltava. Um dia, resolveu pintar de preto os cabelos da boneca usando canetinha. Não deu muito certo.

Ainda na infância, Ellen se deu conta de que as sereias de pele clarinha que apareciam na TV não tinham muito a ver com a menina de pele morena e traços indígenas que ela via no espelho. “Eu não conhecia nenhuma sereia que não fosse branca. Ficava revoltada com isso!”, protesta. Tempos depois, em uma aula sobre folclore no colégio, ela conheceu a Iara. E o encanto se fez mais forte.

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“Foi difícil usar a cauda na praia. A areia entrou dentro dela e ficou super pesada!” – conta Ellen

Sobre iaras e ipupiaras

A iara – ou mãe d’água, como também é conhecida – é um dos mitos mais controversos do folclore brasileiro, principalmente devido a sua origem. A sereia brasileira, em verdade, seria uma derivação do mito Tupi do Ipupiara, um monstro aquático masculino que atacava brutalmente os indígenas. Câmara Cascudo, o maior folclorista que o país já conheceu, era categórico: “Nenhum cronista do Brasil colonial registra a Mãe-d’água como sereia, atraindo pelo canto ou simplesmente transformada em mulher. É sempre o Ipupiara, feroz, faminto e bruto”.

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O Ipupiara, no relato de Gândavo

Mas como era, afinal, o Ipupiara? Há uma série de relatos de portugueses da época descrevendo seus ataques e aparência. Um dos mais famosos é o do cronista Pero de Magalhães Gândavo, em História da Província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil (1576).  O “demônio das águas”, como teriam descrito os indígenas, “era quinze palmos de comprido e semeado de cabelos pelo corpo e no focinho tinha umas cerdas mui grandes, como bigodes”. O ser foi morto por uma estocada certeira no abdômen e depois arrastado para bem longe da água para secar.

Outros relatos dizem que a criatura era conhecida por matar suas vítimas por meio de um poderoso abraço, estourando os homens por dentro – como as serpentes constritoras. Os cadáveres daqueles que sofriam com a fúria do Ipupiara eram encontrados quase intactos. O monstro, afinal, não comia suas vítimas. No máximo lhes devorava olhos, narizes, dedos e por vezes o genital.

Mas como passamos deste ser assombroso para a doce iara que ainda hoje habita o imaginário brasileiro? A resposta está na hibridização cultural. O mesmo processo que fez o saci indígena se tornar o duende negrinho e perneta que é hoje incidiu sobre o mito das criaturas aquáticas. O feroz ipupiara, a Iemanjá africana e a sereia europeia convergiram para criar este ser mítico único.

O equilíbrio entre estas culturas, no entanto, demorou a ser encontrado. Como aponta Cascudo, é com a reação romântica que se iniciou pelo indianismo transfigurador de Gonçalves Dias, na segunda metade do século XIX, que o monstro se torna donzela. Em verdade, durante muitos anos, a Iara passou a ser descrita literalmente como uma sereia europeia, com cabelos louros e olhos claros. É o que vemos no poema de Olavo Bilac, que viveu no mesmo período.

A Iara – Olavo Bilac

Vive dentro de mim, como num rio,
Uma linda mulher, esquiva e rara,
Num borbulhar de argênteos flocos, Iara
De cabeleira de ouro e corpo frio.
Entre as ninféias a namoro e espio:
E ela, do espelho móbil da onda clara,
Com os verdes olhos úmidos me encara,
E oferece-me o seio alvo e macio. (…)

A imagem da Iara demonstra claramente como um mito pode ter contornos nativos, mas refletir a cultura do colonizador. A cultura popular, no entanto, é mutante e mutável. Logo o mito passou a integrar o imaginário ribeirinho, não mais como a ninfa dos poetas, mas com os pés fincados, mais uma vez, em sua origem indígena.

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“Cada vez que eu coloco a cauda eu me sinto maravilhosa”

Alheia a todo o ranço dos folcloristas, Ellen descobrira um foco para sua paixão. “Eu era ela! Eu era a Iara!”, comemora. Passou a colecionar figuras e histórias das mais variadas envolvendo o mito, guardando tudo dentro de um caderninho.

A mais frequente destas narrativas conta que Iara era a mais habilidosa guerreira da tribo, ao ponto de despertar ciúmes e inveja de seus dois irmãos. Desesperados, eles tentam armar uma emboscada para assassiná-la, mas acabam derrotados e mortos pela própria irmã. Em grande desgosto, seu pai – que também era chefe da tribo – ordena por fim sua captura. O corpo morto de Iara é lançando no rio Solimões aonde os peixes e a lua, apiedados da moça, a fazem renascer como o ser mágico que tanto conhecemos.

Essa, no entanto, não é a história preferida de Ellen. Ela gosta mesmo é de uma versão que ouvia de sua avó, uma cearense de ascendência indígena que sempre foi uma grande contadora de causos. “Ela dizia que a iara era uma moca muito bonita que, depois de uma grande desilusão amorosa, foi para a beira do rio chorar. Os peixes, vendo ela daquele jeito, a transformaram em sereia”, conta. Mal sabia Ellen que também seriam os peixes, anos depois, a fazer dela a sereia que sempre sonhou. Afinal, foi numa visita ao Aquário de São Paulo, em 2013, que ela conheceu Mirella Ferraz, a primeira sereia brasileira.

Sereias profissionais

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Mirella Ferraz, a primeira sereia brasileira. (Foto: Nelson Almeida/Arquivo)

A plateia perde o fôlego ao ver a sereia loira brincando com os outros peixes, mandando beijos para as crianças e deslizando delicadamente pela água. Fôlego, no entanto, não é problema para Mirella. Para manter os longos mergulhos a jovem de 32 anos de idade já incorporou treinos de mergulho em apneia e práticas de yoga à sua rotina. “Em toda a minha vida eu me sentia muito mais em casa dentro da água do que fora dela. Às vezes acho até que respiro melhor embaixo d’água”, conta ela, que desde 2012 tem as sereias como sua principal fonte de renda.Sua fascinação pelo tema, no entanto, a acompanha há muito tempo. “Minha mãe jura de pés juntos que a primeira palavra que eu disse foi ‘sereia'”, certifica.

A ligação de Mirella com o elemento água é tão forte que não se restringe ao trabalho, colecionando histórias aos montes. Ainda criança ela fazia colares e braceletes com as conchinhas que pegava no mar. Na adolescência, enquanto as amigas iam para o clube paquerar, ela preferia passar horas e horas na piscina – quando já nadava com as pernas juntas, fazendo as vezes de cauda. Anos mais tarde, o mesmo sentimento a levou a cursar Gestão Ambiental com ênfase em Biologia Marinha. Como não poderia ser diferente, ela também se casou na praia.

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A primeira fantasia de sereia de Mirella

Aos 9 anos de idade, Mirella ganhou sua primeira fantasia de sereia. Foi o jeito que a mãe arranjou para ver se a menina sossegava e parava de usar suas meias-calça para nadar. A cauda de lantejoulas douradas reluzia em contraste com a nadadeira delicada em tons de branco. Os cabelos loiro-escuros, caindo em cachos por sob os seus ombros, estavam coroados por uma tiara de flores.Não sossegou, muito pelo contrário. Aquele era só o começo. Depois da faculdade, mesmo sem nunca ter costurado nada na vida, a jovem retomou o sonho e tentou fabricar sua própria cauda.

“Batalhei muito para conseguir fazer minha primeira cauda, em 2003. Cheguei a fazer uma com pneu de caminhão. Era horrível! Pesava uns 40 quilos!”, ri Mirella. Outro problema foi arranjar a matéria-prima para as caudas. Ela conta que neoprene não era vendido para pessoas físicas. “Eu tive que inventar que queria comprar aquilo para um teatro. Foi o único jeito de explicar quando eu falava que era para uma cauda de sereia”. A peça era finalizada com um monofin, semelhante a dois pés de pato grudados um no outro – algo utilizado até então apenas por alguns mergulhadores especializados. “Quando eu consegui terminar foi uma realização. Eu chorava, chorava… Era como se uma parte do meu corpo que estava longe tivesse voltado para mim”.

Mirella utilizou bem a experiência acumulada ao longo de todos esses anos. Hoje, no comando da MS Fins, Mirella vende caudas personalizadas para homens e mulheres de todas as idades pelo Brasil inteiro que podem realizar seu sonho de serem sereias ou tritões. Cada uma delas custa entre R$ 390 e 429, a depender se o modelo é infantil ou adulto.

“Quando eu vi a Mirella eu pensei: é isso! Eu quero fazer isso”, recorda Ellen, que comprou sua cauda há quase dois anos e sonha em levar sua iara em apresentações como as da sereia mais experiente. “Sempre que coloco a cauda, eu me sinto maravilhosa!”, celebra. A jovem estreou como sereia pela primeira vez em uma cachoeira, e sofreu um pouco para encontrar a força necessária para mover a nadadeira com leveza. “O corpo fica todo dolorido, mas vale muito a pena”.

Sereismo – Muito mais do que moda

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A blogueira Bruna Tavares lançou uma coleção de esmaltes inspirada em sereias

Ellen e Mirella são personagens de um capítulo muito maior. Um movimento de fascinação que encontrou nas redes sociais o eco para o sonho coletivo: o sereismo. O termo foi criado pela blogueira de moda Bruna Tavares, autora do Pausa para Feminices e do próprio Sereismo, o maior site sobre o assunto no país.

“Eu criei o termo na época em que trabalhava para o blog de uma grande marca de roupas do Rio de Janeiro. Costumávamos sempre por o sufixo ‘ismo’ no final de palavras que indicassem alguma tendência de moda, como por exemplo ‘militarismo’. Então eu pensei em ‘sereismo’ para falar sobre a moda de acessórios ‘sereísticos’ para decoração e roupas”, explica ela. “Hoje em dia o Sereismo já é muito mais do que simplesmente uma tendência de moda, virou uma tendência de tudo! Tudo que tem a ver com sereias, é sereismo, foi além”.

Bruna esclarece que mais que moda, Sereismo são estilos de vida. Existem aqueles que assumem a sereia como vivência, como prática de vida e até profissional. Há ainda os ávidos pela literatura envolvendo o mito – e graças à Amazon e às ferramentas de auto-publicação, nunca se teve tantos livros e contos sobre sereias ao alcance. E existem ainda aqueles que, como ela, deixam a paixão extravasar em cores e estilos. Atenta a isso, a blogueira lançou no início do ano uma coleção de sete esmaltes inspirados em lendas marinhas: sereias, undinas, sirenes e assim por diante.

Bruna conta que também passou a se apaixonar por sereias a partir do mito da Iara, e que acredita que o sereismo tenha muitas referências estrangerias devido a antiguidade do mito nos países nórdicos. No entanto, acredita que não existe rejeição contra a vertente indígena do mito. O que falta a muitas pessoas, no entanto, é conhecimento da lenda.

Ellen, por exemplo, conta ter se surpreendido muito com seus próprios amigos. “Eles viam as pessoas me chamando de iara na comunidade e não entendiam. Queriam saber por que desse apelido… Gente, como alguém pode não ter conhecido a Iara nem na escola!”. Mirella lamenta também a pouca atenção que o país depreende às coisas intangíveis. “Falta ao Brasil cultuar mais sua própria história, sua própria cultura”, acredita.

Mais de 70 mil pessoas curtem o blog sobre Sereismo no Facebook. Os números são consideráveis, mas ainda tímidos em nível mundial. No exterior, somente a página da sereia Melissa tem mais de 1 milhão de seguidores. “Eu gostava de sereias, mas nunca tinha conhecido quem gostasse tanto quanto eu”, lembra Bruna.

“Depois que criei o Sereismo encontrei uma verdadeira comunidade, foi uma surpresa. Ou seja, muita gente já gostava de sereias, só que elas não falavam sobre isso”, esclarece. “A rede também permite que a gente veja tudo que está rolando em outros países, e lá fora já existe há um bom tempo todo um cenário positivo para a profissão sereia”.

Mais do que apenas expor a existência deste movimento, cabe algumas reflexões. De onde vem esta ligação tão forte com a imagem da criatura metade mulher, metade peixe que permeia povos do mundo inteiro há milhares de anos? A internet é uma explicação possível, mas por que justamente agora esse mito revive com tanta força?

Nos mares do imaginário

Ao refletir sobre as imagens evocadas pelo mito das sereias, é possível perceber um elo de ligação muito forte que une as mulheres ao oceano: a lua. As mesmas fases da lua que regulam o ciclo da menstruação também são os responsáveis pelo movimento das marés, o que permite a ligação pelo imaginário entre estes dois elementos.

A água do mar, uma água não represada e livre, é frequentemente ligada a seres aquáticos que nos despertam a libido, uma vez que simbolizam a liberdade e a intempestividade.  Detalhe que a mesma água que gesta e permite a vida também é a água revoltosa e turbulenta que traz a morte – tal qual a face doce e terrível das sereias.

Em seu Monstruário, o psicólogo Mário Corso escreve que tanto os mitos da sereia europeia quanto da Iara falam da “dificuldade de nossos antepassados de lidar com o sexo em geral e com a beleza e os encantos femininos em particular”. Na época – e, infelizmente, ainda hoje em certos contextos – a mulher era concebida como fonte do pecado. No mito ocorre o mesmo e, como ressalta Corso, somos deixados com a moral da história: “todo cuidado é pouco com os encantos femininos, o sexo é animal e, da cintura para baixo, é que está o perigo”.

santa_sereiaMirella Ferraz conta já ter pensado bastante sobre esta relação no imaginário. Fascinava-a, principalmente, a recorrência do mito. “A sereia é provavelmente o ser mítico mais antigo do mundo. Ela estava presente entre os sumérios, há milhares de anos atrás. Existem sereias em diversos povos: dos gregos aos árabes, e em diversas religiões”. Uma delas, inclusive, é uma santa – ainda que não reconhecida pelo Vaticano. Santa Murgen, a nascida das águas, faz parte do catolicismo popular irlandês. Dizem que era uma sereia capturada por pescadores e colocada num aquário por 300 anos. Monges a encontram e libertam, mas logo que a batizam segundo o rito cristão a criatura acaba morrendo.

Para Mirella, a força do imaginário da sereia está nas imagens de liberdade. “Você pode ver que em culturas repressivas a mulher sempre deve prender ou esconder o cabelo. Pois a sereia está sempre lá, com os cabelos longos e soltos. A mesma coisa com os seios, sempre de fora. Assim como o oceano, ela nada por onde quiser, e inclusive pode levar homens a perdição. A sereia, para mim, é um mito extremamente feminista“.

Eu sua avaliação, o motivo para o sereismo estar despontando hoje como um movimento tão agregador é resultado de vários pontos cruzados. Temos a internet, que permite este encontro e articulação entre pessoas de mesmo interesse; a popularização das caudas e a atenção que a própria mídia tem dado para a cena; a figura empoderada da mulher livre, que está extremamente valorizada hoje e, por fim, a própria busca por um realismo mágico para além do mundano.

Ellen concorda. Para ela, “as pessoas estão perdendo a vergonha, compartilhando fotos, essa informação. E assim elas vão se encantando, lembrando da infância… Encontrando esse algo místico, sabe?”. Mirella vai ao encontro deste pensamento. “Desde que ele existe o ser humano procura esse refugio nas coisas mágicas e sobrenaturais, por mais que uma realidade nua e crua nos puxe para baixo. Não é uma fuga da realidade, pois esta também é uma realidade. É um desejo de buscar algo bom, algo encantado para a sua vida”, finaliza.

Podemos dizer, assim, que ser sereia é ser livre, em um mundo que insiste em ser prisão.

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