Concurso Cultural – RPG A Bandeira do Elefante e da Arara [Resultado]

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Para celebrar o Natal, o Colecionador de Sacis preparou um presente muito especial para os seguidores do Facebook: uma cópia do RPG da série A Bandeira do Elefante e da Arara, de Christopher Kastensmidt, juntamente com uma edição do suplemento A Lenda da Ave Dourada, escrita por João Beraldo e disponibilizada exclusivamente na Virada Nerd (no último dia 25 de novembro). Para receber este prêmio, os participantes deveriam enviar suas ideias para aventuras de RPG envolvendo o folclore brasileiro.

Foram diversas ideias bacanas e fiquei com vontade de participar de seções em todas! No entanto, como tivemos que escolher uma, o vencedor foi Tiago Kirsch Lanes que nos brindou com uma história de horror, mistério e intrigas do clero. Confira abaixo as sinopses enviadas.

Tiago Kirsch Lanes
1) Rumores chegam dos vilarejos próximos. Em uma, o padre morreu queimado dentro da igreja. Em outra, o corpo do sacerdote foi encontrado completamente destroçado, como se cortado pela mais afiada navalha. Um terceiro sobreviveu, mas seus nervos foram completamente destruídos pelo pavor, e agora tudo que ele faz é tremer em seu leito enquanto solta sons inarticulados que mais parecem relinchos bestiais. Parece que o próprio monsenhor da feitoria está vindo da capital averiguar o que está acontecendo. Em meio as investigações e corridas contra o rumo da destruição, em um dos vilarejos o grupo conhece um sacerdote severo, que usa de brutalidade e intimidação para com os fiéis e gentis, e que parece ter relações até com o Santo Ofício. O grupo estranha em carregar sempre consigo um freio de ferro – sobre o qual ele discursa servir para domar a alma pecadores. Não é preciso explorar muito para descobrir que o sacerdote não é nenhum santo, mas sim um sádico pervertido. Ao colocar o freio que ele carrega em uma de suas amantes, ela se transforma em uma Mula-Sem-Cabeça, as quais ele está usando para ascender na Ordem.

2) Ao semear suas terras, próximas a Baía de Guanabara, um dos personagens encontra uma estranha cruz de pedra azul e detalhes em ouro. É recomendado que ele leve o estranho tesouro ao pároco local. O sacerdote, contudo, alerta ser aquilo na verdade um antigo artefato pagão, uma ankh dos distantes povos egípcios. O que ela estaria fazendo nas praias da Colônia? Um físico comenta sobre a estranha fenda na pedra do Pão de Açucar e como ela remete a forma de uma curicaca, e que uma variedade dessa ave é a íbis-sagrada do Egito. Um velho índio comenta sobre um tesouro escondido por uma princesa de pele dourada que veio do grande mar, antes que o avô de seu avô tivesse nascido. E cuidado!, um gigante de pedra adormecido guarda o tesouro…

3) Um explorador inglês adentrou há anos nas matas setentrionais, mais longe do que qualquer bandeira já registrou. Com o tempo alguns dos companheiros do explorador retornaram e entregaram uma carta para a ansiosa esposa do mesmo… não havendo mais notícias dele desde então. Disposta a descobrir o paradeiro de seu marido, ela contrata um grupo de exploradores para ir atrás do estrangeiro, seguindo as pistas deixadas na carta. A rota descrita, contudo, destoa em alguns detalhes da relatada pelos demais exploradores e registrada na base estrangeira. Seria um erro? Uma mentira? Talvez haja alguma mensagem secreta na carta? Os novos exploradores deverão ir então até o Campo do Cavalo Morto e encontrar os Kuikuro, que guardam o segredo sobre aquela conhecida apenas como Z, a cidade perdida de ouro.

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Auryo Jotha
Um ser quebrou as correntes que o prendiam e fugiu. Um Gorjala trazido em um navio negreiro para servir de escravo no nordeste do país conseguiu escapar enquanto era levado para a capitania de São Vicente. Ele faria parte de uma negociação escusa, e a missão do grupo é resgatá-lo com vida, mas o grupo terá que passar pelo território dos tatus brancos, uma tribo canibal, que com a pele pintada de branco atacam à noite como verdadeiros fantasmas entre as árvores, saindo do emaranhado de cavernas da região. Além disso, o grupo de aventureiros precisará de ajuda, no entanto, será que valerá a pena confiar em bruxas europeias refugiadas no sul do Brasil por causa da inquisição nas terras além mar? E o mais importante: o que farão quando encontrarem o gigante? O levarão de volta ou…

André Duarte
Em meio ao “desbravamento” do centro oeste paulista…as tribos Guaranis : Caiuás,Xavantes e Caigangs(também conhecidos como Coroados) se unem ao pé Do Morro do Diabo oferecendo resistência…tentando manter sua área sagrada.

Dré Santos
Ano de 1640. Invasões Holandesas, o maior conflito político-militar da colônia. Índios, africanos e colonos se unem fazendo florescer, talvez pela primeira vez, um sentimento nacionalista no povo brasileiro. A história toda culminando na famosa Batalha o Guararapes. Tudo isso, é claro, somado a uma ajuda mística vinda de seres folclóricos.

Jan Piertezoon
Os Bandeirantes são convocado pelo Governador Almeida para desbravar a mata em busca da cura para a sua sobrinha que está enferma, mas descobrem que a enfermidade é uma maldição e necessitam das águas milagrosas de Sumé.

Jean Pierry M. Honório
A saga dos aventureiros da Madeira-Mamoré, onde a Malária não era a unica coisa que matava os trabalhadores, mas sim uma horda de corpos-secos liderados por Jurupari

Mapinguari2

Mapinguari, por Sulamoon

 

Luiz Barreto Musiello
A noite desapareceu. As árvores secam enquanto o mundo arde em brasa. Cada vez há menos água. Para desvendar esse mistério, um grupo de heróis terá de se reunir, e desbravar os confins mais inóspitos das florestas, caatingas e serras, e achar o misterioso covil de Boiguaçu, a antiga Guardiã da Noite.

Maurício da Fonte Filho
A aventura de um grupo de pescadores que adentram a cidade encantada de Jericoacoara para desencantar a princesa-serpente e encontrar o tesouro perdido.

Pablo de Assis
1) Uma série de incêndios está destruíndo as plantações de café e cana de açucar de grandes fazendeiros. Os fidalgos querem culpar os escravos, por mais que eles digam que isso é obra do Boitatá. Cabe aos bandeirantes – com a ajuda dos escravos – encontrar tribos indígenas dispostas a ajudá-los a enfrentar essa criatura e descobrir que não é só o Boitatá que está descontente com a ação dos fazendeiros.

2) A Fazenda de um rico senhor está assombrada. Ouvem-se cavalgadas pelo campo e até dentro da Casa Grande, assustando a todos. Os escravos foram obrigados a se trancar na senzala ao por do sol, para não serem culpados pelas assombrações que julgam ser a Mula-sem-cabeça. O jovem pároco foi chamado para benzer e exorcisar a fazenda, mas ele se julga muito inexperiente e está aguardando a vinda do bispo da capital, que pode demorar meses para chegar. A filha do fazendeiro está doente e, numa noite assombrada desaparece para não mais ser vista. Na janela de seu quarto foram encontradas marcas de queimado que saia de dentro. Poderão os bandeirantes encontrar a moça, antes que seja tarde demais, antes que ela seja vítima da Mula-sem-cabeça?

Paula Abreu
A saga do Curupira nos desertos verdes do sul de Minas.
Né por nada não, mas dá até pra ouvir o choro.

Renan Fatah
“Reúnam-se a beira do rio! Mas cuidado, pois o canto da Iara os levará ao mundo das águas, e de lá não sairão sem batalhas subaquáticas e desafios lógicos. Somente poderão quebrar o feitiço se encontrarem, nas profundezas, a lendária Vitória Régia, que uma vez fora uma bela jovem. Preparem-se para confrontos com tritões, lendárias serpentes e muita diversão!”

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Renato Ribeiro
Tem várias aventuras que eu gostaria de jogar. Eu estava escrevendo um livro de fantasia brasileiro e pesquisei bastante. Fiquei impressionado com a riqueza de nossa cultura. Eu adoraria ver uma aventura na qual o Mapinguari desafiasse os guerreiros. Ou uma crônica noturna na busca de boitata, na esperança de pegar um pedaço de sua pele solta para curar a aldeia. Ou entrar na cidade encantada da pedra negra, que fica em baixo do mar e é coberta de luz das próprias pedras, revelando ser o lar das Icamiabas. Investigar o sumiço de crianças pelas mãos da Matinta Pereira. Ou entrar em uma caverna de esmeralda e ouro para buscar os amuletos mágicos, Muiraquitã, itens feitos pelas Icamiabas nos rios. Entrar em uma aldeia abandonada e ver que todos se transformaram em fantasmas pelo poder do Boiúna. Mas para mim a melhor aventura seria contra os 7 irmãos amaldiçoados (7 criaturas lendárias). Procurar por itens que apenas eles têm e saber da sua maldição injusta. Enfrentar os sete ou não! Ver Teju jagua, MboiTu’i, Moñai, Jaci Jatere, Kurupi, Ao Ao e Luison, que é o lobisomem brasileiro, seria épico!

Rodrigo Medeiros Lehnemann
O comendador José Carlos de Medeiros (personagem fictício), um homem respeitado por muitos, foi mortalmente ferido com um flecha envenenada. Os jogadores na tentativa de salvá-lo da morte certa, devem ir até a profunda caverna da Salamanca do Jarau e vencer as 7 provas da maldição imposta a Teiniaguá e através do desejo concedido por ela salvar o José Carlos. No entanto no caminho, eles descobrem que o respeitado homem, é na verdade um terrível assassino de índios, e que envenenou a água de uma vila inteira com tifo. E agora, quem os heróis escolherão

Rodrigo Mokepon
Descobrir o paradeiro de Don Sebastião, levar ele de volta ao trono para que o bom rei enfim termine com a escravidão e exploração dos humildes.

Cristina Lemos
Existe uma história que todos conhecem aqui no sul, que conta sobre um menino escravo, que vivia no pampa gaúcho, cuidando dos cavalos em uma estância. Maltratado em sua vida de escravidão, ele recebe os piores trabalhos e também um castigo cruel e perverso. Nessa história, há valores que são defendidos, como a justiça, a honra, a liberdade. A Lenda do Negrinho do pastoreio é tão importante para a cultura gaúcha que, até hoje, velas são acesas para que o menino encontre as coisas perdidas.Por isso, eu gostaria de jogar uma sessão de RPG inspirada nesse personagem!

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