[Clipping] Livro lançado em Macapá tem Saci de duas pernas para combater discriminação

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Publicado pelo G1 em 17/03/16

Ocorreu na sexta-feira (18 de março), em um shopping localizado na Zona Sul de Macapá, a noite de autógrafos da obra O Saci que não tinha uma perna só. O trabalho é de autoria das professoras Rute Xavier, de 49 anos, e Claudevânia Carvalho, de 37 anos, e do estudante Adan Lucas, de 9 anos.

O livro busca evitar casos de racismo, discriminação e bullying nas escolas. Ele foi apresentado oficialmente em dezembro de 2015, durante evento de formação do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), e tem como personagem principal a figura lendária do Saci-pererê, que, nesta obra, tem as duas pernas. Por causa disso, ele é visto como defeituoso, não sendo aceito pela sua comunidade, recebendo duras críticas dos sacis tradicionais.

Foram produzidos mil exemplares do livro, que custaram R$ 7,5 mil. O valor foi pago pelo representante comercial Xavier Junior, avô do pequeno Adan, que ajudou a produzir o trabalho.

Totalmente ilustrado e com cenários produzidos com massinha de modelar, fotografados quadro a quadro, o livro tem 18 páginas, com textos curtos direcionados ao público infanto-juvenil.img-20160316-wa0009

Segundo a professora Rute Xavier, o fato de o Saci ter duas pernas cria um clima de espanto e curiosidade na cabeça dos leitores.

“Escrevemos juntos o livro, pensamos e surgiu, então, a ideia desse Saci diferente, defeituoso, que chama a atenção, e mexe com a curiosidade. O Adan [um dos autores do texto do livro], que está no 5º ano do ensino fundamental, ajudou bastante na criação da personalidade do personagem. O Saci tem um pouco dele”, explicou a professora.

Segundo ela, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Macapá solicitou orçamento para reprodução de mais cópias do livro para disponibilização nas escolas da rede municipal de ensino. O pedido está está em tramitação.

“A ideia é expandir, trabalhar o máximo que a gente puder, indo às comunidades mais distantes, levando o incentivo à leitura com a temática da inclusão social. Gostaríamos de expor esse belíssimo trabalho na 24ª Bienal do Livro em São Paulo, em agosto, mas não temos recursos, precisamos do apoio de todos”, pediu a professora.

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