Ilustrador reimagina capas clássicas de CDs com mitos brasileiros

Por Andriolli Costa

Em celebração a agosto, o mês do folclore, o ilustrador Anderson Awvas da página FolcloreBR – Uma Nova Visão está publicando toda semana uma nova ilustração que reimagina capa clássicas de CDs brasileiros dos anos 80 e 90. A diferença? As artes foram tomadas mitos e lendas nacionais.

A brincadeira foi feita para chamar a atenção do público para as lives que estão acontecendo toda quarta-feira de agosto, no canal www.youtube.com/folclorebr. Confira abaixo o resultado e comente qual seria o grande sucesso das novas bandas folclóricas!

A nova loira do [banheiro] – É o Tchan do Brasil, 1997

 

De frente para o espelho do banheiro, a “nova loira do Tchan” segura as cabeças de Beto Jamaica e Compadre Washington. A marca do bronzeado da calcinha se tornam cicatrizes. O destino dos dois já é imaginado… Entre as várias versões da lenda dizem que foi uma aluna que, após ser estuprada e morta foi enterrada no banheiro da escola. Tornou-se então uma alma penada que assombra o local.

Cabeça [de Cuia] – Cabeça Dinossauro, 1986

 

Dizem que a capa deste que foi o terceiro disco dos Titãs teve inspiração num desenho do italiano Leonardo Da Vinci. A cabeça dinossauro deu lugar à Cabeça de Cuia, mito do folclore do Piauí que conta sobre um menino que matou a mãe com o osso da própria comida que ela havia feito para servi-lo. Antes de morrer, a mulher o amaldiçoou a vagar pela terra como monstro deformado até que conseguisse capturar e matar 7 marias virgens.

Legião [Lenda] Urbana – Que País é Esse?, 1987

 

Homem do saco, Loira do Banheiro, Boneco do Fofão e Palhaço Assassino tomam a frente da banda Legião Urbana. Os palhaços são uma lenda muito conhecida especialmente no Sudeste, onde corriam histórias de que percorriam a cidade em uma van, sequestrando e assassinando crianças. Já no caso do Fofão, dizia-se que seu boneco escondia uma faca em seu interior; e que durante a noite ele a sacava para assassinar aquele com quem dividisse o quarto. Nunca mais olharei para as bochechas do Renato Russo do mesmo jeito.

[Corpos] Secos & Molhados, 1973

Entre os sacis e as fadas, as cabeças de servidas para o jantar de Ney Matogrosso e os demais membros do Secos e Molhados foram uma inspiração perfeita para a versão folclórica feita por Awvas. Os Corpos Secos são tidos como os zumbis brasileiros; homens tão ruins que após a morte tiveram seu corpo rejeitado pela terra. Sem poder ir nem ao inferno e muito menos ao céu, estes amaldiçoados passeiam pelo mundo dos vivos praticando todo tipo de assombramento.

Negritude do Pastoreio, 1996

É folclore na Cohab no maior astral! Negro D’água, Negrinho do Pastoreio e a sacizada dão lugar aos pagodeiros do Negritude Júnior. Para ficar melhor, só se um dos sacis estivesse tomando danone a vontade.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s