Roteiro integral do podcast Poranduba 62
Por Andriolli Costa
Cantor, compositor, pesquisador e produtor de alguns dos programas mais inventivos da era de ouro do rádio, Henrique Foréis Domingues ficou conhecido como Almirante — a mais alta patente do rádio. Neste episódio do Poranduba, Andriolli Costa percorre sua trajetória, do Bando de Tangarás às histórias sobrenaturais de Incrível, Fantástico, Extraordinário!, passando pela pesquisa da música popular, pelos programas dedicados ao folclore e pela formação de um dos mais importantes acervos sonoros do país.
Lançamento original: 26 de dezembro de 2019
Narração e roteiro: Andriolli Costa
Edição: Andriolli Costa
Duração: 43 minutos
Roteiro
Abertura
**[ÁUDIO DE ARQUIVO — Incrível, Fantástico, Extraordinário!]**
Trecho da abertura do primeiro programa. Almirante apresenta a nova série, dedicada ao sobrenatural. Explica que não pretende fazer sensacionalismo, defender teses religiosas ou científicas nem convencer ninguém da existência de poderes sobrenaturais. A proposta é contar, com o máximo possível de informações sobre pessoas, lugares e datas, os casos espantosos enviados pelos ouvintes.
[VINHETA DO PORANDUBA]
Bem-vindos à nossa Poranduba, o podcast sobre as histórias fantásticas do folclore brasileiro. Eu sou Andriolli Costa, o Colecionador de Sacis, e serei seu guia.
No programa de hoje, vou trazer um formato diferente. Vamos falar sobre a biografia do cantor, compositor, radialista e, é claro, folclorista Henrique Foréis Domingues, um homem que, sob a alcunha de Almirante, rapidamente se tornou conhecido como a mais alta patente do rádio.
Se você gosta do que eu faço hoje em matéria de divulgação folclórica com o Poranduba, ou de programas como o Aconteceu Comigo, do Mundo Freak, saiba que Almirante fazia tudo isso nas décadas de 1930, 1940 e 1950, em transmissões ao vivo, com direito a orquestra, atores de radioteatro e roteiros baseados em muita pesquisa, sempre capitaneada por ele mesmo.
Atenção: aí vem o Almirante!
[TRECHO MUSICAL — “Touradas em Madri”, com Almirante]
Antes do rádio: o Bando de Tangarás
A primeira vez que ouvi falar em Almirante foi graças a um dos programas de maior sucesso de sua carreira, do qual vocês puderam ter um gostinho no começo do episódio: Incrível, Fantástico, Extraordinário! Em breve chegaremos a ele.
Esse foi o auge da carreira de um artista e pesquisador que enchia as ondas do rádio com histórias de sacis, fantasmas e lobisomens. Mas sua ligação com o folclore e, em especial, com o cancioneiro popular começou muito antes disso.
Nascido em 1908, Henrique Foréis Domingues era carioca do Engenho Novo. Aluno de péssimo rendimento na escola, também não se deu de primeira com a música erudita. Dizem que chegou a estudar violino com um alemão, ex-prisioneiro de guerra, mas não fez as pazes com o instrumento. Gostava mesmo era de emboladas, modinhas e cateretês. Tanto que, em seu primeiro emprego, como lavador de garrafas, era sempre pego assoviando e tirando sons das garrafas vazias.
O rapaz nunca foi de deixar passar oportunidades. Em uma festinha, assistia revoltado à apresentação de um grupo amador formado por alunos do Colégio Batista. Embora fossem cariocas, tocavam coco e embolada. Para Henrique, o pandeirista era muito ruim. Quando o músico saiu para tomar uns goles, ele pulou no palco, assumiu o instrumento e entrou de vez para o grupo, mesmo sem ser aluno do colégio.
O projeto teria tudo para ser apenas uma aventura de amigos, mas vejam só quem eram esses amigos: Alvinho, Henrique Brito, Braguinha e, depois, seu grande parceiro Noel Rosa. Foi essa a base que deu origem ao Bando de Tangarás, em 1929.
[TRECHO MUSICAL — “Vamos Falá do Norte”, com Almirante e o Bando de Tangarás]
O nome do grupo é uma história à parte. Os tangarás-dançarinos são pássaros conhecidos por uma forma muito peculiar de cortejar a fêmea. Em uma fila alternada, cada macho faz seu movimento numa dança de acasalamento, como se estivesse sapateando.
No folclore, conta-se que os primeiros tangarás foram os membros de uma família muito fandangueira. Como dançaram durante a Semana Santa, teriam sido amaldiçoados por Deus e transformados em passarinhos.
Braguinha, inspirado, sugeriu que todos os membros do grupo assumissem nomes de aves, mas só ele seguiu o conselho: passou a assinar João de Barro. O pseudônimo era uma boa alternativa, uma vez que a música popular não era bem-vista pela classe média.
Foi assim que Henrique também assumiu de vez o apelido que ganhara pela pompa com que servira durante um ano na Marinha: Almirante. E ele adorava.
[TRECHO MUSICAL — “Anedotas”, com Almirante e o Bando de Tangarás]
“Na Pavuna” e o som da percussão nos discos
O maior sucesso de Almirante como compositor veio logo em 1930. Homero Dornelas havia acabado de ajudar Noel Rosa a compor “Com que Roupa?” quando apresentou outra ideia a Almirante. De início, ele não ficou impressionado, mas resolveu investir na música. Foi assim que surgiu “Na Pavuna”, que estourou no carnaval daquele ano.
Tive a oportunidade de ouvir o próprio compositor contando essa história durante uma visita ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, em um áudio de acervo.
A música fala de um bairro do Rio, a Pavuna, onde havia um samba em que “só dava gente reiúna”. Reiúna era uma marca de botas com elástico usadas por soldados. Dá para entender, portanto, que naquele samba só havia militares — ou, pelo menos, gente com pompa de militar.
Mas é preciso lembrar que a qualidade do som não era lá aquela maravilha. A bem da verdade, ninguém entendia direito a letra. Almirante se divertia contando a história de um senhor que procurou o disco com aquela música que dizia: “Amapola, tum-tum-tum! Amapola!”.
[TRECHO MUSICAL — “Na Pavuna”, com Almirante e o Bando de Tangarás]
Não demorou para que Almirante conquistasse fama como pesquisador. Dizem que devorava livros de folclore, especialmente a série Os Cantadores, de Leonardo Mota. Mais do que um grande nome da música popular, ele também se tornou protagonista da história que narrava.
Em “Na Pavuna”, por exemplo, rompeu uma barreira técnica da gravação da música popular. Dizia-se que não era possível registrar adequadamente o som da percussão nos discos de cera da época. Por insistência de Almirante, o técnico aceitou gravar daquela maneira e, pela primeira vez, uma gravação reuniu cuícas, surdo, tamborins e pandeiros. O som era tão diferente que o registro nem sequer foi chamado de samba pelos críticos da época, mas de “choro de rua”.
[TRECHO MUSICAL — “Na Pavuna”]
Almirante e o “Parabéns a Você”
Há ainda outra interferência direta de Henrique Foréis Domingues na cultura brasileira. Se hoje você canta “Parabéns a Você” nas festas de aniversário, saiba que foi Almirante quem organizou o concurso que escolheu uma letra em português para a melodia de “Happy Birthday to You”.
A história começou quando, no Cassino da Urca, o maestro Vicente Paiva quis agradar fregueses estrangeiros que cantavam o estribilho de aniversário para comemorar o nascimento de um conviva. Logo os brasileiros que frequentavam o lugar passaram a acompanhá-los, mas em um inglês todo estropiado.
Almirante resolveu dar uma roupagem brasileira à canção. Em 1942, promoveu um concurso na Rádio Tupi, que recebeu milhares de propostas. Com um júri formado por integrantes da Academia Brasileira de Letras, foi escolhida a quadrinha escrita por Bertha Celeste Homem de Mello, de Pindamonhangaba.
O folclore entra no horário nobre
Almirante começou a experimentar o formato de Curiosidades Musicais ainda no Programa Casé. Em 1938, já contratado pela Rádio Nacional, transformou a ideia em uma série própria, na qual se consolidou como produtor e apresentador.
Infelizmente, os registros sonoros de seus programas são muito esparsos e, por vezes, desorganizados. Ainda assim, é incrível perceber como o folclore atravessava Curiosidades Musicais desde o início.
Escutei no MIS um dos poucos trechos preservados do programa, dedicado ao bumba meu boi. O estilo era quase professoral: Almirante citava livros de folcloristas como Edison Carneiro, comparava explicações e construía uma tese que defendia ao longo do episódio.
No caso, argumentava que o bumba meu boi, embora tivesse relações com festas do ciclo do boi em Portugal e entre populações bantas, já havia se tornado uma manifestação tipicamente brasileira. Intercalando a explicação, havia muita música e, é claro, as deliciosas anedotas de Almirante, que ajudavam a manter o público entretido.
Outro episódio de destaque foi dedicado à capoeira da Bahia. Almirante afirmava ter passado um ano inteiro pesquisando antes de levar o programa ao ar, com dois instrumentistas tocando berimbau ao vivo no rádio.
Nesse ponto transparece, infelizmente, uma característica frequente entre estudiosos do folclore no século passado: o distanciamento classista. Em vários momentos, Almirante deixa escapar certo deboche diante da cultura popular que tanto valorizava. Aquilo era tratado como pitoresco e rústico, algo que deveria ser preservado por sua suposta beleza inocente.
No caso do berimbau, por exemplo, ele o descreve repetidas vezes como um instrumento “bárbaro” e “rudimentar”, enquanto se refere à capoeira em termos igualmente depreciativos. Ao mesmo tempo, chama a atenção para a importância de estudar e compreender seu valor cultural em pleno horário nobre. Isso era significativo em uma época na qual a capoeira ainda carregava o estigma da criminalização estabelecida pelo Código Penal de 1890.
A difícil busca pelas origens
Existe outro aspecto importante quando tentamos dimensionar a contribuição de Almirante para o folclore. Vamos ouvir um pequeno trecho em que ele explica as supostas origens do Zé Pereira, uma brincadeira de carnaval que tomava as ruas do Rio de Janeiro no início do século XX.
[ÁUDIO DE ARQUIVO — ALMIRANTE SOBRE O ZÉ PEREIRA]
Almirante conta que, em 1852, o sapateiro português José Nogueira de Azevedo Paredes teria saído pelas ruas do Rio com amigos, bumbos e tambores, reproduzindo festas de sua terra. Segundo essa versão, os companheiros gritavam o nome de José Nogueira, mas a multidão teria entendido “Zé Pereira”, expressão que se popularizou.
Essa história da confusão entre José Nogueira e José Pereira é maravilhosa e foi repetida em muitos livros, mas é questionável. O folclorista Théo Brandão, por exemplo, recuperou registros de memorialistas portugueses que mostram que, séculos antes, já se brincava de Zé Pereira em Portugal.
Isso significa que Almirante estava errado? Não necessariamente. Pode muito bem ter existido o bloco de amigos de José Nogueira no Rio de Janeiro do século XIX. O problema está em cravar uma origem, algo sempre muito menos preciso do que o público gostaria.
Folclore não é fácil de explicar nem de resumir. Almirante fazia o que podia com as condições de que dispunha. Se hoje, com a internet, ainda temos esse problema, imagine naquela época.
Recolhendo o Folclore e a colaboração dos ouvintes
O radialista tinha uma enorme paixão pela música. Vários de seus programas foram dedicados ao resgate e à divulgação de ritmos e artistas populares, do coco nordestino ao Pessoal da Velha Guarda, levando novamente ao estúdio músicos que haviam feito sucesso no choro trinta anos antes.
Mas o trabalho de Almirante com a cultura popular atravessou também outras manifestações. Recolhendo o Folclore, produzido a partir de 1955, foi uma de suas últimas e mais ambiciosas criações radiofônicas.
O programa não contava apenas com orquestra e radioatores, mas também com uma plateia que interagia com jogos e desafios. Era algo que Almirante já fazia havia muito tempo: chegou a oferecer prêmios em dinheiro a quem conseguisse rimar com os repentistas que levava ao ar.
Havia quadros fixos muito interessantes, como “Faz Mal”. Os ouvintes enviavam crendices sobre coisas que deveriam ser evitadas sob o risco de atrair má sorte, bem ao estilo dos tabus dos quais falei no episódio sobre simpatias.
Foi em um roteiro recuperado desse programa que conheci a crença de que não se deveria limpar a casa durante a noite. Se algum canto não ficasse bem limpo, diziam, o próprio Tinhoso apareceria para terminar de varrer a sujeira.
Quando compartilhei essa história no Facebook, muita gente disse que preferia receber uma ajudinha do capeta a limpar a própria casa. É o seu caso? Comenta aqui embaixo.
Outras crenças divulgadas no mesmo programa: faz mal rir muito antes do almoço, pois é sinal de que se vai chorar demais antes do jantar. Também faz mal cumprimentar alguém por cima da mesa: é sinal de amizade desfeita.
Outro quadro muito interessante se chamava “Dr. Saratudo”, destinado a ensinar remédios caseiros, conselhos e simpatias para males descritos com nomes que hoje soam estranhos, como “carne esponjosa” e “ar preso na carne”.
O mais importante é que, ao final de cada audição, Almirante reforçava que todo o material enviado para o programa ficaria à disposição dos estudiosos interessados em nosso folclore. Um dos pesquisadores que frequentemente recorria a ele era Renato Almeida, um dos fundadores da Comissão Nacional de Folclore, em 1947.
Essa rede de colaboração era fundamental para manter vivas as pesquisas que alimentavam os programas de Almirante. Os ouvintes enviavam toadas, cantigas, crenças e histórias. Mas em nenhum programa a participação do público foi tão fundamental quanto naquele que permanece como o mais lembrado de sua carreira: Incrível, Fantástico, Extraordinário!.
Incrível, Fantástico, Extraordinário!
[ÁUDIO DE ARQUIVO — VINHETA DO PROGRAMA]
Incrível, Fantástico, Extraordinário! estreou em 1947 na Rádio Tupi e permaneceu no ar, entre idas e vindas, até 1958. Era um programa de terror que dramatizava histórias sobrenaturais enviadas pelos ouvintes.
Todas passavam pelo crivo de Almirante. Para ele, não valia ficção: interessava o mais puro relato folclórico. Por isso insistia tanto em divulgar informações que hoje nos parecem estranhas, como o endereço completo do ouvinte que enviara a história. Era uma maneira de conferir valor de verdade ao ocorrido.
Vamos ouvir agora um trecho do primeiro episódio, que conta justamente uma história do nosso querido Saci-Pererê.
**[ÁUDIO DE ARQUIVO — “SACI-PERERÊ”, DE INCRÍVEL, FANTÁSTICO, EXTRAORDINÁRIO!]**
A dramatização apresenta um caso ocorrido em Santa Maria Madalena, no estado do Rio de Janeiro. Durante uma expedição numa região de mata, um trabalhador garante que o Saci aparece quando alguém o chama à noite em um lugar deserto. Um botânico duvida e grita em direção à floresta. Uma voz responde e começa a se aproximar do rancho, apavorando todos. No fim, descobre-se que era um empregado do horto florestal, enviado mata adentro com um recado para o diretor, que havia respondido aos gritos por acreditar que o chamavam.
O sucesso do programa foi tamanho que rendeu livros com os causos favoritos de Almirante. O primeiro, Incrível! Fantástico! Extraordinário! Casos verídicos de terror e assombração, foi lançado em 1951 pelas Edições O Cruzeiro.
No início da década de 1980, o Fantástico tentou levar o formato para a televisão, mas a versão não alcançou o mesmo sucesso. Afinal, a escuta dá uma dimensão muito especial às histórias assombradas. Vocês sabem como é.
[TRECHO MUSICAL — “A Dama do Cemitério”, com Moreira da Silva]
Almirante no cinema e na animação
Homem das artes, Almirante também teve passagens pelo cinema. Foi homenageado por Carmen Miranda, que cantou “Bambo do Bambu” no filme Serenata Tropical, de 1940. Os dois eram muito amigos e chegaram a fazer uma turnê pelo Nordeste. A Pequena Notável recorria a Almirante em busca de sugestões de músicas para cantar durante sua temporada nos Estados Unidos, ainda que nem sempre seguisse os conselhos.
[TRECHO MUSICAL — “Bambo do Bambu”, com Carmen Miranda]
Cabe destacar ainda dois trabalhos especiais de Almirante no audiovisual, ambos no campo da animação. Em 1938, ele participou da primeira dublagem brasileira de Branca de Neve e os Sete Anões, da Disney, fazendo as vozes do Espelho Mágico e do anão Mestre, além de colaborar na versão de algumas músicas.
Quase quinze anos depois, foi o narrador do documentário exibido como abertura de Sinfonia Amazônica, de Anélio Latini Filho, o primeiro longa-metragem de animação realizado no Brasil.
O filme intercala sete histórias de mitos, lendas e contos populares do Norte: da criação da noite, presa no coração do tucumã, aos encantos da Iara. Um trabalho hercúleo, que levou mais de cinco anos para ficar pronto.
[TRECHO DE SINFONIA AMAZÔNICA]
O fim da carreira no rádio e o destino do acervo
[DEPOIMENTO DE ARQUIVO]
Trecho sobre as transformações do rádio com a chegada da televisão, a demissão de orquestras e artistas contratados e a substituição dos grandes programas produzidos por uma programação apoiada principalmente em discos, informação e esporte.
Em 11 de janeiro de 1958, quando produzia três programas por semana e tinha apenas 49 anos, Almirante sofreu um acidente vascular cerebral enquanto dirigia para o estúdio. Esse foi o fim de sua carreira no rádio.
Dedicado, o pesquisador passou os anos seguintes organizando seu imenso acervo. Em 1965, sua coleção foi adquirida pelo governo do então Estado da Guanabara e se tornou um dos conjuntos fundadores do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.
Almirante havia sido reticente. Aquela coleção era toda a sua vida. Carlos Lacerda argumentou que, sob a guarda de um museu, o material teria estrutura adequada para ser preservado e consultado.
[ÁUDIO DE ARQUIVO — ALMIRANTE]
Em depoimento posterior, o próprio Almirante lamenta a falta de recursos, de pessoal e até de material para dar continuidade à catalogação do arquivo.
Décadas mais tarde, durante minha visita ao MIS para pesquisar este episódio, a experiência ainda foi muito triste e pouco frutífera. A catalogação imprecisa dificultava o acesso ao material digitalizado. O técnico que me atendeu, terceirizado, não sabia orientar a busca pelos documentos. A alternativa seria copiar tudo o que aparecesse a partir de uma palavra-chave e pesquisar em casa, mas era preciso pagar pelas cópias digitais.
Um acervo admirável, mas inacessível, é um despropósito. E assim a memória de Almirante permanecia presa em seu mausoléu.
Almirante morreu em 22 de dezembro de 1980, aos 72 anos. Foi uma vida dedicada à comunicação, à música e à cultura popular. O país se despedia não apenas de uma das mais altas patentes do rádio, mas também de um dos pioneiros da divulgação do folclore brasileiro nos meios de comunicação de massa.
Atenção: aí vem o Almirante!
[TRECHO MUSICAL]
Créditos do episódio
Apresentação, roteiro e edição: Andriolli Costa
Vinheta de abertura: Danilo Vieira Battistini, do podcast O Contador de Histórias
Identidade visual do podcast: Mauro Adriano Muller
Canto de abertura e encerramento: povo Ashaninka
Apoio do episódio original: Itaú Cultural
Músicas e registros sonoros utilizados
- Almirante — “Touradas em Madri”
- Almirante e Bando de Tangarás — “Vamos Falá do Norte”
- Almirante e Bando de Tangarás — “Anedotas”
- Almirante e Bando de Tangarás — “Na Pavuna”
- Moreira da Silva — “A Dama do Cemitério”
- Carmen Miranda — “Bambo do Bambu”
- Trechos de programas de Almirante preservados em acervos radiofônicos
