10 problemas de quem escreve ficção folclórica no Brasil

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Boitatá, por Leonardo Amaral

Por Andriolli Costa

Esta semana, um texto de 2013 do Listas Literárias voltou a circular pela rede, compartilhado na lista de discussão do Clube de Autores de Fantasia. 10 Principais clichês da literatura fantástica brasileira podia ser apenas mais uma polêmica da semana nos grupos de escritores independentes no Facebook. Nada de novo no reino de Zuckerberg, eu diria. Ainda assim, toda a mobilização e a discussão que a postagem gerou convidavam a algo mais.

Pensei então em fazer algo parecido para a área em que mais me interesso. Aquela que eu, sem qualquer lastro teórico, admito, chamo de ficção folclórica. Um subgênero da ficção especulativa onde os saberes locais, a cultura dos povos originários, os mitos e lendas do imaginário popular servem de inspiração para narrativas de todos os tipos. Assim, reuni uma lista de problemas – não clichês, que mais percebo em trabalhos da área. Uma lista que pode muito bem funcionar também para quem escreve outro subgênero, mas nosso foco aqui foi este.

Antes de escrever, tomei alguns cuidados. É que não fiquei satisfeito com a postagem original, assinada por Douglas Eralldo. Primeiro por que a discussão sobre clichês não me parece levar a lugar nenhum. Segundo por que o tom de deboche que permeia o texto e a abrangência indefinida de cada item fazem a lista ser apenas um grande dedo apontado na cara de todo mundo, sem dizer a quem.

Não era nada disso que eu queria. Minha preocupação é fortalecer o campo, não rir dele. Da mesma forma, não quero desrespeitar ninguém. Muito pelo contrário. É por respeito ao trabalho e, especialmente, ao povo a quem representamos quando escrevemos sobre folclore, que essa lista começou a se desenhar. E agradeço aos companheiros do grupo Vozes Ancestrais por incentivarem e confiarem nessa minha reflexão.

Por fim, peço que ninguém entenda nenhum desses itens como imposições normativas. Como imperativos de certo e errado. Cada um escreve o que quer, é claro, e nada impede que obras que eu critique aqui tenham seu público e cumpram seu papel. Não trago aqui normas, mas um diagnóstico. Uma leitura feita com base em quase dez anos de reflexão e estudo sobre folclore brasileiro. Fique a vontade para comentar e apontar  você também os problemas que identifica. Vamos fazer a lista crescer! O importante é que o campo, como um todo, se fortaleça.

Por que a preocupação?

A Ficção Folclórica é um ramo ainda em desenvolvimento na fantasia brasileira. Isso, por um lado, gera bastante desconfiança de um lado do público leitor – para quem saci é só aquele personagem infantil no Picapau Amarelo. Por outro, deixa outra parte do público ansiosa por histórias que representam o seu povo, sua cultura, sua cidade.

Como não há tanto material assim disponível, percebo que grande parte das resenhas se centra em um único ponto: a importância do tema. Claro que falar de folclore é importante, especialmente ao representar culturas ignoradas pela ficção tradicional. Mas quando despimos o texto de sua máscara temática, resta a obra. E é aí que a análise pode começar de verdade.

Por enquanto, justamente devido a escassez,  obras que abordam o folclore brasileiro ainda são bastante atraentes para a mídia. A faca é de dois gumes. O leitor, mesmo aquele com alguma resistência, pode se sentir convidado à obra de ficção folclórica graças a divulgação pela imprensa. Mas se a obra não for boa ele não será fidelizado. E pior, pode ainda ficar mais reticente em dar uma nova chance para esse tipo de literatura depois.

Em breve a série Deuses Americanos, inspirada no livro homônimo de Neil Gaiman terá sua estreia mundial. Se ela atingir o sucesso esperado, o tema folclórico-mitológico terá seu novo boom na cultura pop, como no primeiro God of War. A curiosidade será o gancho novamente, mas até quando será o suficiente? O que teremos a oferecer a esses leitores? Enfim, vamos à lista!

1) A inadequação da linguagem

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Arte da HQ Coema Caci, de Samuel Marcelino

Percebo este problema em dois níveis: um nos diálogos e outro na própria descrição. Estamos lidando com personagens de origem popular: índios, caçadores, peões, cangaceiros, escravos libertos, etc. Eles devem ter falas que representem este pano de fundo, não faz sentido que se comuniquem como lordes ingleses. Da mesma forma, é interessante que as descrições acompanhem o personagem. Lembro que na primeira versão de meu conto A Alma do Povo, usei a palavra aquiesceu para descrever a ação de meu personagem. Ora, Pedro Malasartes aquiesce ou balança a cabeça? O índio retesa ou puxa a corda do arco? As palavras tem lastro, é importante se atentar a isso.

Mais uma vez não é uma norma, mas percebo que o ato de relacionar o personagem folclórico à linguagem gera uma ambiência mais completa. A ruptura narrativa entre estes dois elementos privilegiam uma relação Eu-Isto, encarando o folclore como objeto distanciado. Quando existe esta comunhão, a relação é Eu-Tu. Não há distanciamento, mas imersão. Eu enquanto autor me deixo tocar pelo Outro e permito que ele ressoe em mim.

2) A distinção da linguagem

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Sepé. Saci e seu bando. Por Felipe Yonekawa

O principal problema de linguagem para mim está num momento acima: quando o autor compreende a importância da voz popular no texto, mas a usa de maneira não orgânica com o resto da obra. O “erro” da fala, nesses casos, é destacado do resto do texto entre aspas ou mesmo em itálico. E pior, por vezes serve como marcação de classe. Quem aqui fala Eu vou comer? pronunciando corretamente todas as sílabas? Talvez só o Eneias Tavares :P. Mas fato é que a maioria das pessoas diz sem qualquer cerimônia Eu vou cumê, mas essa grafia só é utilizada para retratar quem é pobre. Sotaque nem sempre está no modo de escrita, mas na poética da fala. Não é esse o jeito que o personagem fala? Não faria mais sentido abraçar essa fala sem elementos de distinção?

3) A falta de pesquisa

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Mikael Quites estudando a forma do saci

Folclore não é peça de museu, é cultura viva. Diz sobre os modos de sentir, pensar e agir de um povo ou comunidade. Ao escrever sobre ele, escrevemos sobre algo que manifesta a identidade de um povo. Dependendo do seu trabalho, você pode estar lidando com culturas que por muito tempo foram tidas como “subalternas”, e a ficção folclórica é a oportunidade de mostrar a riqueza dessa diversidade. De conhecer o Outro. E para fazer isso, é importante ir além do senso comum – que pode carregar visões extremamente estereotipadas, preconceituosas e colonialistas.

O anacronismo também é um problema que podemos encaixar na falta de pesquisa. Em A Outra Perna do Saci, Felipe Biavo descreve um cenário tribal. No entanto, há fazendas, carroças e monocultura. Não fica claro no texto se esta confusão temporal é feita pela má interpretação do saci ou pelo autor. Já em Lobisomem versus Saci, de Henrique Louis Ferreira, índios no período pré-colombiano perguntam se o maracujá negro era macumba ou coisa do demônio. Mais uma vez,temos aí a imprecisão anacrônica.

Vai escrever sobre os povos tradicionais? Visite aldeias, quilombos, comunidades. O livro pode ser um ótimo pontapé inicial para conhecer mais sobre a sua terra e suas origens. É preciso ler bastante também, para refletir sobre a experiência vivida. O Dicionário do Folclore Brasileiro é maravilhoso, mas diz sobre um momento. Um instante do processo folclórico. Como é o mito hoje? Aquela crença ainda vive? Aquela dança? Uma boa oportunidade é procurar pesquisas etnográficas no Google Scholar. Os depoimentos dos informantes podem jogar uma luz mais atualizada sobre o tema.

4) A falta de reflexão

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O saci, por Henrique Gonçalves

O erro aqui não é a falta de pesquisa, mas a pouca compreensão do que aquele elemento representa. Mil Araújo, da página Mil Mameluco, questionou certa vez se haveria um problema ao representar os orixás em seu livro como figuras monstruosas ao estilo Cthulhu. Tudo depende. Não acontece isso no livro do Mil, que estou tendo a oportunidade de betar, mas a cultura e a religião afro-brasileira sempre foram demonizadas. Até hoje vemos casos de intolerância, agressão e até violência institucional sobre essas manifestações. Precisamos realmente de uma história retratando orixás como seres terríveis? Ou grupos indígenas como aldeias de assassinos? Coronéis e bandeirantes como heróis de moral ilibada, ignorando a brutalidade histórica de seus atos? A liberdade artística sempre fala alto, mas o convite aqui é para pensar que mensagem você realmente está transmitindo com sua história.

5) A referência deslocada

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O saci contra o mecha, por Marcelo Bighetti

Aqui é um problema quase oposto ao anterior. É quando o autor pesquisou muito, ao ponto de estar tomado de referências certamente muito interessantes que ele deseja colocar na obra. Ainda assim, é interessante que esta referência esteja presente de maneira orgânica. Não há vantagem em usar uma palavra Guarani que significa banco para explicar a tradução entre apostos, parêntesis ou nota de rodapé. Se não fica claro que a palavra é banco, é porque a narrativa não deu conta.

6) A mensagem acima da história

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Anhangá e os caçadores, por Alexandre Boaventura

Transmitir uma mensagem pela escrita é algo muito importante. Muitas vezes é o que nos move: a possibilidade de partilhar com o leitor um pouco de nossa visão de mundo. No entanto, quando a mensagem fica em desequilíbrio com a história narrada, toma ares de fábula – quase como se deixasse a moral da história assinalada em negrito no final.

Vejamos o exemplo abaixo. No conto Seres da Floresta, de Francélia Pereira, um grupo de caçadores segue para a mata para se livrar da ameaça de Anhangá. Um deles, Zé, que há muito tempo atrás teve familiares indígenas, ouve a voz dos ancestrais pedindo que ele desista do ataque. Zé então larga sua arma e, entoando cânticos antigos “se despe, se pinta e começa uma cerimônia, inspirado por seus avós”. A cena se torna tão irreal que vira uma alegoria que leva ao seguinte desfecho:

No dia seguinte, todos se uniram por uma causa antiga, o respeito e a proteção dos seres da floresta. Eles buscaram as comunidades tradicionais para aprender a cultura ancestral, que ensinava o parentesco da humanidade com os rios, os animais, as plantas…

Evidentemente, há valor em todas as iniciativas, mas é possível escrever sobre folclore sem ser doutrinário. Sem explicitar a moral da história ou o tom de parábola. Felipe Castilho faz isso muito bem, trabalhando organicamente personagens na discussão sobre homossexualidade, misoginia e até vegetarianismo. Só a discussão sobre Capitalismo em Ouro, Fogo e Megabytes não me pareceu tão bem colocada. Ver um menino de 12 anos discursando contra o Capitalismo Selvagem – nesses termos – não funciona tão bem. Algo corrigido no livro 2, quando o pai do protagonista vai a falência quando um mega empresário investe milhões no mesmo negócio em que ele atuava. A velha discussão sobre mostrar, não dizer.

7) A forma acima da história

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Outra coisa que pode acabar se provando um problema é quando o autor desenvolve perfeitamente a forma do livro – uma prosa bem escrita, referências orgânicas, poética das falas. No entanto, se esquece com isso de contar uma história de fato. Acabamos passeando pelo mundo, nos encantando com as palavras, mas aonde está a transformação? Ou pior, onde está o lastro que reúne o folclórico à experiência humana?

Cabe aqui então mais uma provocação: além de falar sobre folclore, de que mais fala sua história? O tema é folclórico, certo, mas quais os eixos que ela mobiliza para que o leitor se sinta tocado por aquele texto? Claro, pode ser só um passeio pela criatividade e capacidade do escritor. Mas e se ela puder ter uma pregnância muito maior que um exercício de estilo?

Não, não se trata de “aplicar a jornada do herói” – embora essa não seja a única estrutura morfológica possível. É que o folclore não atua teleológicamente em sua própria direção. Isto é, um mito – por exemplo – não tem fim em si mesmo, mas na experiência humana. Lobisomens, sacis e outros monstros são materialidades narrativas de  medos, do desconhecido, de pulsões de violência ou do próprio caos. Você combate esses medos com ações que no fundo falam de proteção da comunidade, valorização da família, aproximação ao sagrado, etc. Se a sua história trata de mitos, então ela ainda está metade do caminho desse trajeto antropológico.

Quando a forma é mais importante que a história, a história trará um lobisomem lindamente descrito, imerso em um cenário riquíssimo. Quando há o equilíbrio entre esses pontos, teremos não só o lobisomem bem incorporado à história, mas também suas consequências.

8) O template folclórico 

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Supernatural brasileiro, por Idov Cassol

Não há problema algum em escrever histórias inspiradas em outras histórias. Muitos escritores começaram a ler com O Senhor dos Anéis ou Harry Potter. Outros colocaram o pé na fantasia inspirados por outras mídias, como games ou animes. Então não vejo como questionável que uma história seja nitidamente inspirada nessas fontes, só que com cores brasileiras. O problema, me parece, é quando se aplica sobre uma estrutura já pronta um template folclórico que nada traz, realmente, de brasilidade.

A Arma Escarlate de Renata Ventura é muito interessante justamente por que não cria um castelo de Hogwarts brasileiro, mas forma algo próprio baseado em nossa burocracia, desorganização política, jeitinhos e gambiarras. O personagem não sofria bullying do primo, era ameaçado de fuzil na favela. Isso traz consequências. Agora, qual o valor de uma história de Naruto onde ao invés de aldeias de Ninjas tenhamos aldeias de Índios, por exemplo? Se a narrativa não captar a cultura nacional para além da aparência – como fez o próprio Naruto, arrisco a dizer que nenhum.

9) A salada de frutas

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Saci e Eros em God is Dead, de Mike Costa

Este ponto pode deixar transparecer um pouco de preferência pessoal. Mas o fato é que me parece que quando escrevemos sobre folclore, as vezes temos o ímpeto de colocar tudo sobre folclore de uma vez em um mesmo lugar, criando uma grande salada de frutas com os personagens.  Em Tibor Lobato e o Oitavo Vilarejode Gustavo Rosseb, descobrimos que uma personagem é filha do Curupira, irmã da Cuca e da Pisadeira. O lastro que as une é apenas o poder mágico. Até que ponto isso é interessante? Isso sem falar no deslocamento da referência. Aí temos obras com muiraquitãs aparecendo na Bahia, Matintas em São Paulo e assim por diante. Mais uma vez, tudo depende da proposta. A Saga de Tajarê, do Roberto Causo, une índios brasileiros com vikings em um Brasil fantástico pré-colombiano e funciona muito bem.

10) A falta de afeto

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Arte de Hugo Canuto, que sempre esteve afeto aos povos retratados em suas obras

O último ponto, para mim, é o mais importante. Para escrever sobre folclore, é preciso afeto. Não digo apenas no sentido de ter uma relação de carinho com o tema – embora isso acabe transbordando no texto. O que defendo aqui é a necessidade de estar afeto ao outro. De se permitir compreender o que aquela manifestação folclórica significa. Márcio Benjamin, em Maldito Sertão, faz isso de maneira impecável. A cada página lida, sinto o sertão profundo que não é um lugar, mas um modo de vida.

Escrever sobre folclore é entender que não são apenas palavras ou figuras de linguagem. A cultura popular desnuda a alma do povo. Se você não se permitir comungar desse povo – quer seja o seu, quer seja outro, e abraçar suas referências, dificilmente conseguirá escrever sobre ele.

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Andriolli Costa, 27 anos, é jornalista e saciólogo natural de Mato Grosso do Sul. Pesquisador de folclore desde 2008, estuda as interfaces entre jornalismo e imaginário no doutorado na UFRGS. Andriolli é autor de alguns contos inspirados em folclore e do romance Poranduba – Uma jornada para o reencantamento do mundo, ainda em andamento pelo Wattpad. É apresentador do podcast Popularium, no Mundo Freak, e também um dos organizadores da Antologia Mitografias – Mitos Modernos. Criou o Colecionador de Sacis em 2015 e de lá para cá organizou mostras audiovisuais, apresentação de contação de histórias e até mesmo uma revista em homenagem aos 100 anos de Saci Pererê – Resultado de um Inquérito, de Monteiro Lobato. 

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9 Respostas para “10 problemas de quem escreve ficção folclórica no Brasil

  1. Gostaria de parabenizar o autor pela qualidade didática do texto e sua preocupação com a brasilidade, essa desconhecida de muitos autores brasileiros. No entanto, em relação ao primeiro item eu acho que o narrador não precisa, necessariamente, acompanhar a linguagem do personagem. Nesse sentido, retomando o exemplo dado no texto, o narrador pode sim dizer que o índio retesou o arco. O que soaria deslocado seria o índio dizer que retesa o arco. E mesmo assim é uma questão de proposta estética. Se o intento é uma construção de cunho realístico, uma fotografia da cultura popular feita a partir das palavras, o personagem falando um português que ele não usa, que é idealizado, de fato é descabido. Contudo, e se a proposta estiver inserida no discurso do insólito, qualquer que seja a sua modalidade (fantástico, realismo mágico etc)?

    Curtido por 1 pessoa

  2. Não consigo entender o preconceito quanto aos clichês, não vejo nada de errado neles.
    Não concordo em afirmar que a fantasia brasileira está em desenvolvimento, Seria ignorar a existência do Sítio do Picapau Amarelo por exemplo. Sem falar da novelas, filmes, séries que já existem há tanto tempo…
    Concordo com o tópico da falta de pesquisa, afinal os entes da fantasia têm personalidade que deve ser respeitada, pois o que define um ser são suas características pessoais. E para conhecer essas particularidades de cada ser é preciso pesquisa sobre o mesmo.

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    • Oi, Marcilene! Obrigado pelo seu comentário. Lembrando; não é a fantasia que está em desenvolvimento, estamos falando aqui da ficção folclórica. Lobato, claro, é um grande expoente. Mas ele escreveu o sítio de 1921 a 1942. De lá para cá, as várias obras folclóricas que surgiram são de literatura infantil, que tem seu lugar, mas não são como a ficção folclórica que se produz agora – mais heróica, em alguns casos, mais voltada para o terror, por outros. Existem obras incríveis de literatura infantil, principalmente recontos, mas quem procura algo voltado ao fantástico infanto-juvenil/jovem-adulto, ainda hoje tem dificuldades de encontrar material.

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  3. Oi Andriolli! Mais uma vez, parabéns pelo excelente artigo. Preciso concordar com o Eduardo Selga: uma coisa é o texto em terceira pessoa, e outra o texto em primeira pessoa. A adequação da linguagem vai depender do tom dado pelo escritor. O que acontece é que às vezes o autor se confunde com o personagem e aí os deslizes acontecem.

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    • Obrigado, Simone e Eduardo! Acabei de acrescentar um parágrafo sobre isso no item 1. Para mim, relacionar o personagem folclórico à linguagem geram uma ambiência mais completa. Rompe-se o distanciamento do tipo “O folclore está lá!” e se assume a proximidade, pois o folclore está aqui.

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